sexta-feira, 3 de julho de 2009

SUBSISTÊNCIA

O homem
do homem retira a subsistência,
pedaços de outros homens
eu seu eu fragmentado.

Despojos subestimados,
pertences forasteiros,
fatos que se encaixam
no jogo perfeito
de cada homem.

Em seu curto espaço
de vida,
em seu leito cativo
de morte.



texto: André Calazans


imagem: Diego Kern Lopes

4 comentários:

  1. Cara, que imagem lisérgica ! Bela e ao mesmo tempo angustiante. Adorei, muito bom !

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  2. guilherme preger6 de julho de 2009 16:27

    nossa! q txt e imagem viscerais! o diego nos brinda sempre com essas imagens oníricas, surrealistas. o calazans, com enorme concisão para nos falar de algo profundo, no espaço limítrofe entre vida e morte. o belo é simples. parabéns!

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  3. Preger, mais uma vez, com razão. :) Deve ser o nome... ;)

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  4. Florezinhas e borboletas não minimizam o pesadelo. Diego pega pesado em sua imagem e joga com o inconsciente de quem olha. Jogo sem placar no "jogo perfeito de cada homem", como diz Andre e diz ainda Andre, em sua poesia fragmentada de idéias obscuras, que homens se alimentam de fragmentos de eus alheios.
    Muito hermético e tento entender. Talvez deva apenas sentir. Medo.

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