segunda-feira, 12 de outubro de 2009

pas des deux


Imagem por Bruno Amaral



nem todo passo é fácil
pois há sempre um contrapasso
um passo dentro do passo.
todo passo abre um compasso
que descreve um terreno,
uma linha, faz desenho.
todo passo é sempre um traço
que se faz como com braços
para impensado roteiro.
nenhum passo é inteiro,
mas, partido, quebra o espaço
em trajetos aos pedaços.
todo passo é de par,
pas des deux, mas não há
garantia de abraço,
pois não pode atar-se em laço
que impeça o desenlace.
todo passo é um passe,
para um lance, para o caso
de um encontro ao acaso.
sem o passo não há início,
por isso o passo é difícil,
pois abarca o embaraço
de seguir, supõe o cansaço
de arranjar a diferença
de dois, a desavença
de destinos e desejos.
mas passo é sempre ensejo
de partir e passear,
de abrir um outro lugar.

nem todo passo é fácil
porém, não há passo em falso,
falso passo ou escasso.
passar é seu percalço.


texto por guilherme preger

11 comentários:

  1. eaagehiugaehui nego junta um monte de palavras 'bonitas' e aleatórias e acha que é 'o poeta'

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  2. Nunca li algo tão chato e repetitivo quanto este poema. O Preger adora esta repetição fonética infinita e nauseabunda. Chaaaaaaaatooooooooo.
    E que fotinha de calendário infantil.
    Acho que está na hora de começarem a fazer um filtro de qualidade neste blog, está cada vez mais parecido com um projetinho entre amigos, sem nenhuma ambição, pena pois existem pessoas talentosas envolvidas.

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  3. Realmente não entendo essas pessoas que deixam comentário só para criticar sem nada acrescentar. Outro dia um indivíduo assinou como crítico literário. Está muito longe de sê-lo. O crítico literário é aquele que escreve uma resenha sobre uma obra com o fim de que outros leiam a resenha e decidam se pretendem "consumir" aquela obra. Outras vezes destacam detalhes interessantes de alguma obra. Quem comenta só pra esculhambar não está acrescentando nada ao mundo, apenas sentimentos negativos. Qual o lucro em multiplicar isso? São pessoas daninhas à sociedade e normalmente espírito de porco. Não gostou, não tem nada que possa falar de útil, aproveite a oportunidade para silenciar. E a maioria dessas pessoas jamais teriam hombridade para se expor como os que aqui estão. Basta ver que a maioria dos comentários nesse estilo são apócrifos. São anônimos incomodados com essa situação que querem chamar a atenção de alguma forma. Meter o malho chama mais a atenção do que elogiar, sem dúvida. Mas essa vontade de aparecer não supera a falta de hombridade de alguns e os comentários vêm apócrifos. Se não gosta, por que visita e perde tempo com comentários inúteis e agressivos? Tudo bem não gostar, mas mantenham o amor e a ternura.

    Recomendo aos autores do site ignorar solenemente esses comentários inúteis, feitos por pessoas de qualificação duvidosa. Quem é qualificado não comenta de forma tão desrespeitosa. Só respondam se for divertido para vocês, mas não se sintam obrigados.

    No mais, a foto está excelente. A diferença de luz e o enquadramento mostram a técnica do fotógrafo. Se alguém não gostou dessa foto dele recomendo ver as demais que ele postou aqui antes de duvidar de sua qualidade. Ele tem um portfólio para mostrar. E os pseudo-críticos?

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  4. Sem entrar na polêmica inexplicável que tomou conta da antes valiosa área de comentários, gostaria de registrar minha admiração pelo Bruno e pelo Preguer. A foto está irretocável, a união de técnica impecável e sensibilidade ímpar que caracteriza a arte do Bruno.
    A poesia do Preguer é simplesmente maravilhosa, humana, sensível sem cair no sentimentalismo, reflexiva sem cair no existencialismo bobo. Que ritmo, que imagens, que olhar sobre as nossas decisões, sobre o eterno baile que é viver e se relacionar.
    Parabéns.

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  5. Pena!!! Que pena que um local destinado a comentários vire um fórum.

    Senhores Antonio Carlos e Saulo Aride: cada individuo tem o direito de gostar ou não gostar dos trabalhos. Isso é liberdade de expressão.

    Deixem que os "artistas" avaliem, através da critica, suas obras. Deixem que os dois decidam sobre o peso dos comentários menos positivos às suas obras.

    Não venham com historinha boba de defesa apenas por amizade aos dois. Se realmente querem tornar-se advogados dessas "causas" baseiem seus comentários na literatura, tornando verídico os seus sentimentos.

    Eu acredito que a OMISSÃO DE COMENTÁRIOS ainda é a melhor forma de dizer ao artista: sua obra é ruim. Mas isso não me dá o direito de julgar a expressão de cada pessoa.

    Gosto muito desse espaço, mas tenho medo que as palavras no “anônimo” sejam um pouco proféticas e o Caneta se torne um projetinho de amigos.

    Abraços.

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  6. Concordo plenamente com o Renato. Os comentários devem ser destinados apenas aos artistas. Chega de defesa barata.

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  7. É uma chatisse todas as vezes que se toma partido por conta dos "post"!!! O Renato tá mais do que certo: Viva a livre expressão!!!!

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  8. "Foto Irretocável", Saulo Aride? Que comentário pretensioso. Ou melhor, que cafona dizer algo com tamanha segurança quando se trata de arte.

    É ruim criticar um comentário, não acha?

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Ok, gente, vi que meu comentário não agradou. Ele não tem nada de defesa pessoal, nem de técnico, muito menos de crítica a quem mais comentou. Acho realmente que todos têm direito de dizerem o que quiserem.

    Eu simplesmente gostei do post. Só.

    Mas tudo bem, recebido o recado, sem problemas.

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