sábado, 7 de agosto de 2010

O que não se traduz, apenas se sente


Se fosse só sentir, mas tem sempre algo mais.
Algo absurdo, assustador.
Uma única experiência que marca e não se apaga.
Dor que não se explica, que não se materializa, sem cura.
Acima de tudo, ausência e solidão, vazio que passa a contornar todos os espaços.
Dúvidas, decepções, formas de se defender que não levam a nada, que não chegam a nada.
Entre enfrentar e esquecer, nenhuma escolha é válida, nenhuma escolha resolve o estrago.
Sal das lágrimas que escorrem, sentença humana de solidão.


Imagem: Maria Matina
Texto: Cristina Moreira

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