terça-feira, 29 de maio de 2012

Madrigal

Sabe-se que aflora
da mata, onde odora

e verdeja, gêmea
à sua força fêmea

que renova,úmida,
a superfície túmida


um troncoso enleio
amarrado ao seio

e é possível banhar-se
sem nenhum disfarce

quando, aberto o ventre,
se dá o viver-entre

vera primavera
de dentro ela gera. 

Poema: Guilherme Preger
Imagem: Rudy Trindade

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