sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A mãe era muito gostosa




Após estraçalhar meu rosto contra o espelho, notei que não havia sangue algum. Lancei minha cabeça mais algumas vezes, estilhaçando o espelho cada vez mais, mas mesmo assim sangue nenhum era visível, apenas alguns pedaços de pele aqui e ali. Após alguns minutos desfigurando meu rosto, notei que o sangue saía por um pequeno buraco em meu tornozelo. Pequenos cubinhos vermelhos saíam de mim e eram depositados em fila, de maneira muito organizada. Um pequeno bracinho (biônico) vinha de dentro do buraco e largava o cubo de sangue bem ao lado do anterior, perfeitamente alinhado. Lancei meu rosto mais uma vez contra o espelho e rapidamente olhei para o tornozelo, para garantir que uma coisa estava ligada a outra. E mais uma vez um cubinho foi depositado. Havia uma fila bem grande, algo como 250 cubos, todos do tamanho de um feijão, aproximadamente. Me abaixei e peguei um dos cubos. Era um tanto compacto e não possuía a textura de sangue coagulado, estava mais para uma bala de morango. Temendo um desmaio pela falta de sangue no meu corpo (aquilo era sangue?) tentei devolver ao buraco o cubinho que segurava. Assim que aproximei o cubo da entrada do buraco em meu tornozelo, o pequeno bracinho apareceu e impediu a passagem. Tentei forçar e não consegui. Era muito forte. Empurrei com toda a minha força e o cubo acabou escapulindo, voando pela janela do banheiro. Na rua, um carrinho com um bebê passava. O bebê gritava e chorava. Num dado momento ele abriu bastante a boca e o cubinho caiu lá dentro. A mãe, que havia parado para olhar uma árvore, não percebeu e continuou olhando e se emocionando com a imagem selvagem da árvore vibrante. O que ela não percebeu é o que o bebê já não estava no carrinho. Assim que engoliu o cubo, o bebê saiu andando e subiu até meu apartamento. Chegando aqui abriu a porta e saiu entrando, sem nem dizer oi. Foi até o banheiro, escalou a pia, e começou a lançar seu pequeno rosto contra o espelho já estraçalhado por mim. Corri para tentar tirá-lo dali, mas ele me deu um tapa com tanta força que fui lançado para fora da janela e caí no carrinho de sua mãe, que ainda estava parada debaixo de minha janela. Como não percebeu que eu não era o seu bebê, após 15 minutos olhando para a mesma árvore ela me pegou no colo (com muita dificuldade), sentou-se num banco próximo e começou a me amamentar. Ela tinha seios enormes e muito sensuais. Como meu rosto estava totalmente desfigurado, minha boca era apenas um buraco rodeado de fiapos de carne seca, o que dificultou a sucção. Mesmo assim continuei, não resisti. A mãe era muito gostosa e comecei a ficar muito excitado. Meu pênis ficou tão duro que destruiu a calça jeans, ficando assim à mostra meu membro fálico de sonhos inocentes e borbulhante de luxúria. Enquanto a sugava, comecei a me masturbar. Estava a sugando e me masturbando com muita força e intensidade quando o bebê, que havia ficado em meu apartamento desfigurando seu rosto, se jogou pela minha janela, caindo bem em cima de meu pênis, que ficou despedaçado por causa do choque. Dei um grande soco na cara do bebê e nos atracamos no chão, lutando pela posse da mãe. Como estava muito desfigurado, seu rosto era bem difícil de acertar, meus socos atravessavam a sua cabeça e acertavam o chão. Então comecei a socar sua barriguinha e ele vomitou em pequenos jatos, cada soco um jato de vômito (mas não de sangue), que saia para todos os lados, já que ele já não tinha uma boca definida. Após alguns minutos de combate, ouvimos um grito e olhamos para cima. Não havíamos notado que a mãe havia subido, comido um dos meus cubos de sangue e desfigurado seu rosto e sua vagina. Ela estava para cair em cima de nós dois, nua, seguida de vários cubinhos de sangue (talvez uns 350) que estavam logo acima dela, e não havia nada a ser feito. Nos abraçamos e choramos, fundindo nossos rostos despedaçados em um único macarrão de carne, à espera do momento final.
Imagem: Maria Matina
Texto: Rafael Sperling

4 comentários:

  1. Acabei de comer um cubo de sangue que sobrou e gostaria que me indicasse um bom cirurgião plástico.
    Obrigada.

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  2. O texto é completamente viajante e genial, parabéns à dupla!

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  3. Maria Emilia Algebaile25 de agosto de 2012 21:32

    Ah! Fantástico!

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