sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Não doçura (balada rock)




Não me chame doçura,
baby,
não me peça afagos e carícias,
não me diga que a lua está amarela,
nem que brisa na nuca é delícia.

Não suspire os seus açúcares,
não me chame quindim ou jujuba,
não proponha dormir de conchinha
nem quero o melado de sua juba.

Não me suponha sua gueixa
para uma morna massagem
e evite os superlativos:
o mínimo é a mensagem,

seca, simples, essencial:
o gesto que seja exato,
o olhar, matemático,
e a palavra, direta como um ato.


Imagem: Letícia Hasselmann
Poema: Guilherme Preger


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