domingo, 21 de dezembro de 2014

A Diadorim


 Anda
    Dama
 Arranca a colcha
      Da
    Cama
Deita dama
 Esparrama
O languido corpo
Pela lamina do mapa (lençol)
No que você deita
Um outro apartamento (pensou)
Te bisbilhotando pela janela
Não ainda te levanta
                                 O sol irá se pôr
E a noite virá como uma cancela
Feroz desmaterializando o quarto do
Suas roupas estão soltas no portão pelo (mordomo)
Seu gato irá à procura do rato no porão
E depois de uma noite bem chancelada
Pois teu sono foste como um emplastro de pinceladas
Na tela da sua consciência.  


Rodada 55 Invertida
Texto: Fernando Andrade
Imagem: Magali Rios  


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