quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

FÁBULA POÉTICA DO QUADRÚPEDE E SUA ALFAFA




Não comento nada do que vi e do que verei. Só como grama embora por aqui, não a veja, mas espera Passava por uma lojinha de vegetação rastejante e vi uma alfafa facilitadora. Estou meio que a olhando de esguelha, a porta está aberta e parece que o ajudante de quem manda está meio distraído olhando para uma porta com o retrato de uma gueixa japonesa. Vou entrar... As minhas quatro patas ou meus quatro cascos me denunciam toque - toque - toque - diz à reboque na cinematográfica cena de um quadrúpede entrando numa loja de gente bem pensante, passei pelo menino ajudante e fui tratando de fuçar aqui não, sem essa de açúcar - tenho diabetes, vou mais acola e vejo uma alface e pego- a escondo nas minhas crinas e ali bem mais no lugar verde encontro tapetes e uma banca de alfafa bem verdejante. Boto a boca no trompete já dizia Miles Davis e como prazenteiramente.


 Imagem - André Calazans
Texto - Fernando Andrade
Post Extra




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