segunda-feira, 3 de julho de 2017

roda

roda

essa gira
que seduz
em sua captura
centrípeta
e acolhe
cadenciadamente
em acordos de acordes
as tão cotidianas
lamúrias e pequenas
misérias, já encanta
como por magia
cada dureza geométrica
muda, convidando a
um embalo o que
não tem nome, animismo
bruto, essa melíflua
sonância que amalgama
agarra e congrega
mas também é
aquilo que expulsa
 a nódoa, a pústula,
centrífuga

roldana

Imagem de Magali Rios
Texto de Guilherme Preger

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